Já decorei os teus sinais
E sei também dos teus motivos
São as entrelinhas que desconheço
E elas incomodam
Como areia nos olhos em dia de praia
Eu, continente. Tu, insular
Os caminhos que levam não são os mesmos
Mas nos encontramos na embarcação
Na tela que une. No busão que atrasa
Na chave do encontro improvisado
Nas terras distantes. Mares profundos
Cores, imagens, gostos
Encontramo-nos aqui
Eu, na terra. Tu, na ilha
Eu, sintonia do teu reflexo
Tu, produto perfeito do cálculo improvável
No nós, a espera por sinais
Sina desconexa
Realidade virtual ampliada
Que faz eco no baú dos sonhos
Aqui, o longe
Aí, o toque
Logo, a matemática do encontro
Agora, a poesia da espera