sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Espera

Já decorei os teus sinais

E sei também dos teus motivos 
São as entrelinhas que desconheço  
E elas incomodam
Como areia nos olhos em dia de praia
Eu, continente. Tu, insular

Os caminhos que levam não são os mesmos

Mas nos encontramos na embarcação 

Na tela que une. No busão que atrasa

Na chave do encontro improvisado 
Nas terras distantes. Mares profundos 
Cores, imagens, gostos

Encontramo-nos aqui

Eu, na terra. Tu, na ilha
Eu, sintonia do teu reflexo
Tu, produto perfeito do cálculo improvável 


No nós, a espera por sinais

Sina desconexa 

Realidade virtual ampliada
Que faz eco no baú dos sonhos 

Aqui, o longe

Aí, o toque 
Logo, a matemática do encontro
Agora, a poesia da espera